Em duas décadas de vigência, lei avança, mas feminicídios ainda crescem e exigem denúncia e ação coletiva.
Por: Bruna Soares – Secretaria de Gênero
O dia 7 de agosto é um marco na luta contra toda e qualquer forma de violência que atinge as mulheres em um país ainda marcado pela desigualdade e pela violência de gênero. Nesta data, celebramos os 20 anos da Lei Maria da Penha, um dos mais importantes instrumentos de proteção às mulheres e de enfrentamento à violência doméstica e familiar.
A Secretaria de Gênero do Sindicato dos Papeleiros de Mogi das Cruzes e Região convida toda a categoria a refletir e agir diante dessa realidade que envergonha nossa sociedade e causa tanta dor e sofrimento às famílias brasileiras.
Os números continuam alarmantes. Em 2025, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio, um aumento de 4% em relação a 2024. Além disso, 4.190 mulheres sobreviveram a tentativas de feminicídio. Desde 2015, mais de 13.700 mulheres foram assassinadas no Brasil em casos de feminicídio. Entre 62% e 66% desses crimes ocorreram na residência da vítima e, em 80% dos casos, o autor era o companheiro ou ex-companheiro.
A Lei Maria da Penha reconhece diferentes formas de violência contra a mulher: violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Todas deixam marcas e são graves. Nenhuma deve ser silenciada.
Se você sofre ou conhece alguém que esteja vivendo qualquer forma de violência, denuncie. Ligue 180. A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e sigilosa.
VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA. NÃO SE CALE. PEÇA AJUDA!